7 de junho de 2011

Um sonho irreal - Crônicas



Eu tive um sonho hoje, quem me dera ele se tornasse real. 

Eu estava em uma festa com meu irmão Fred e minha tia Cláudia (na qual eu apelido carinhosamente de tia cacau), em minha cidade mesmo. Algumas horas depois se dará início a abertura das festividades do São João 2011. Quem iria abrir os shows era a banda Rosa dos Ventos, famosa banda de rock alternativo brasileira que fazia sucesso na Califórnia. Minha tia gostava muito dessa banda desde a sua adolescência, e queria conhecer o vocalista, pelo qual teve uma paixão platônica anos atrás. Então fomos em direção ao palco, na esperança de termos um contado direto com Bill, vocalista da banda. Nessa hora o baixista Walter Mello (que era um loiro tipicamente oxigenado) passava pelos fãs e não dava muita atenção aos mesmos, ele achava que estava desbancando todos com aquele penteado fora de moda. 

Tia Cláudia correu, e eu corri atrás dela durante um bom tempo... quando nós fizemos a volta no palco e chegamos em frente, vimos a quantidade de pessoas no show, que aliás nem eram muitas, por estar correndo grandes riscos de chuvas prolongadas nesse dia. Minha tia, conhecia alguns dos produtores das atrações, e resolveu aproveitar-se disso e tirar algumas fotografias. Como o palco era grande, outro cantor, do qual eu era fã estava ensaiando lá atrás... E ela correu pra tirar fotos dele. Eu entrei no meio e pedi pra tirar uma foto minha exatamente nesse momento. 

Ele me ignorava demais e não me deixava chegar perto por motivo inexplicável, e eu permanecendo na minha insistência descontrolada, segurei-o firme e taquei um beijo no rosto para a foto, ele se queixou e pediu para eu não fazer isso novamente. Mas eu fiz, o abracei, e pedi mais e mais fotos. Eu comecei a beijá-lo, e beijá-lo, até que rolou o tal beijo de verdade. Foi perfeito. E ainda porque era com Ele, e se tratava Dele, que não queria se entregar de jeito nenhum e naquele momento acabou se rendendo à mim. Ele interrompeu o beijo afirmando que tínhamos que parar por ali, pois ele não queria se envolver com ninguém naquele momento e se continuasse, correria o risco de se apaixonar. Então me beijou pela última vez e me abraçou firmemente. E nos despedimos.

 Quando eu cheguei em casa, corri para o twitter para contar o que havia acontecido à todos. Eu não conseguia me expressar diretamente com ninguém, pensava nele a cada instante e me senti desorientada por horas. Mas, quanto eu menos esperava recebi uma mensagem que dizia assim: "Como que eu faço pra tirar da cabeça, sendo que você não sai do meu coração? Ficar contigo foi melhor do que você imagina, e sem querer, e nenhuma pretensão eu me apaixonei." Eu sinto calafrios, mas fico feliz por ter abalado um coração tão difícil de se entregar. 

E aí eu acordo, com os fones no ouvido, ao som da minha música preferida (que aliás, era da banda dele), e percebo que tudo aquilo se tratava de uma grande coincidência, e não de um sonho propriamente dito. 
Ainda pensei em procurar alguma fotos daquelas que tirei ao lado dele, registrando momento únicos, que haviam sido perfeitos demais, mas deixei ficar só por sonho mesmo... e continuei a dormir.

Joyce Gabriella Barros




*Tia Cláudia e Fred são personagens ilusórios, da minha crônica da vida real.

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