3 de novembro de 2011

Que amor covarde esse, hein?

Ama e não admite. Chora, mas não se responsabiliza pelas altas dosagens de álcool na corrente sanguínea. Conhece, mas no fundo não sabe do que o outro é capaz. É livre para tudo, até para querer outros indivíduos da mesma classe. E mesmo assim não vai, porque o amor lhe prende à tudo, até ao desejo de encontrar aquele velho sentimento que um dia poderá se perder e não mais voltar, que mal cabe dentro do peito, ocasionando uma trágica morte por dor. 

Talvez ele continue morrendo à cada vez que sente falta do objeto de desejo, e o uso indevido do orgulho, acaba deixando de admitir por todo o sempre, algo esdrúxulo, que sempre esteve ali à todo instante, e que nunca, em todo a face da Terra, foi capaz de exclamar, de colocar pra fora, naquele momento, que o amor que sentia era maior que tudo, maior que todos os amores do mundo.

foto: Weheartit

Joyce Gabriella Barros

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