24 de junho de 2015

Fluídez peculiar

Sabe o que é bonito mesmo? Essa constante que nos permeia, que faz com que mesmo na distância, permaneçamos atrelados um ao outro sem contagem de minutos, horas, ou dias pro regresso, essa capacidade de viver ao longo dos dias serenamente, discutindo as estratégias, elaborando os planos e ansiando pelas horas depois do curso de ambos os rios, correndo assim, independentes, mas com os destinos sempre alados. 
É um encanto perceber que nada mudou, que tudo está como antes, aliás, só tem mudado para melhor. Nossos corpos separados, perceber que nada tem mudado, ações complementares, vivendo perenemente essa fluídez tão peculiar, como nunca havia sido antes e a maravilha de ver-te perto no fim do dia, sentir o teu sorriso acalorando minha alma, tuas palavras confortantes e o teu cheiro, inerente à memória. 
Sabe, é nessas horas que eu tenho a certeza que não preciso de mais nada, pois teu corpo é minha casa, e alma já encontrou o seu lugar...

Joyce Gabriella Barros.

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