15 de setembro de 2015

A metade do inteiro do meu limão


Ele guarda um poço profundo nos olhos, e perspicácia tamanha. 
Sua percepção tem uma sensibilidade intensa, que misturada à minha, faz-nos permear por toda parte, amplitude e significação. 
Como pode ver detalhes que não vejo? 
Explorar uma aresta na qual despercebi, e assim, completarmo-nos
diante das facetas da superficialidade e das agudezas do que se vê?
É lindo como sente, 
a capacidade explorável instinta instância à palma da mão,
que mais parece um pulsar do coração, 
emocional, 
vem da raiz, 
e sem sentido coloquial, 
traçaram-nos meio a meio
feito bissetriz.
Dissecou nossas ideias e implantou-as um no outro mesclando precipícios físicos dos nossos mundos invertidos.
É como se a gente fosse único, colado, só um. Às vezes ele fala, e sinto um gosto guardado,
e até confundo sem saber se fui eu. 
Ele completa meus sentires com uma sagacidade infinda de espíritos,
magia,
adjeção,
que eu não sei como é pode, que com tanta gente no mundo,
exista alguém que seja a metade do inteiro do meu limão.
Joyce Gabriella Barros.

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