29 de janeiro de 2016

Uma pitata de quereres

A vontade mais concreta do momento é rasgar a pele e libertar todas as palavras de dentro para rabisca-las sem sentir, no céu. Quero mirar no futuro com o pé firme no paraíso do presente. É amargo não saber. Voltar sedenta com a luz daquilo que faz falta sem saber do quanto é necessária, uma falta de agir imprópria e que não fere com facilidade, mas deixa cicatrizes profundas no inestimável.


Só de pensar na diferença que faz de tudo aquilo que já ousou possuir, há medo do presságio em regressos. Sirenes gritam ao relento sem saber ao certo a quem pedir um alicerce corretamente. E se conforma, em controvérsia ao que queria extravasar esperando uma favorável troca em comum tão condizente quanto o proferido, levando em consideração de que nada no mundo é tão equivalente quanto a nostalgia do que outrora não está no mesmo lugar, mas elevou-se de tal maneira que acabou se tornando metaforicamente segmentado e mecânico, apesar de seus contrastes.
Joyce Gabriella Barros.

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