2 de fevereiro de 2016

Sobre a paranoia do egoísmo imortalizado

Ilustração: Felipe Frizon
Sim, o egoísmo exacerbado muitas vezes nos corrompe. Talvez seja a ser pouco tal adjetivo. Para adquirir mais intensidade, o egoísmo dilacera. Ele faz com que nós destruamos nossas vontades e aspirações mais ocultas, estejam elas distantes ou não das nossas mãos. 
O que acontece é que, ao tomar pra nós algum tipo de situação como verdade, a gente acaba retendo o mal por dentro - para os pessimistas de plantão, claro - e o que era colorido, vai sendo devorado por sei lá sabe o que, dragões de sangue e fogo inesgotável na garganta capazes e retrair toda aquela convicção que tínhamos até então. 
Um olfato sempre difere do outro, mas não se discute quando eles sabem do que ambos estão falando. Vai ver nem sempre é assim, mas o pior de tudo, é aquela ideia tendenciosa da consciência fazer todo um alarde em cima do visto enquanto o outro lado, para amenizar as coisas, fica fazendo joguinhos baratos de pleonasmos aleatórios, e isso não é saudável. 
É intransferível trocar os moldes comportamentais e emocionais e ver onde eles se encaixam melhor, talvez, reunir provas concretas daquilo que a imaginação insiste em dissipar pelas correntes da emoção e nunca: em hipótese alguma, guardar pra dentro de si. Vira bomba, e todos nós sabemos que toda bomba, uma hora vem à tona e torna a explodir. Ou melhor, implodir a nós mesmos.
Joyce Gabriella Barros.

12 de Janeiro de 2016 02:21am. Chicago, IL, USA, 

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